Qual o gps mais apropriado para btt

O oregon acho grande pra se usar na bicicleta..nao conheço pessoalmente os etrex mas provavelmente devem ser como os dakota 20 e 10..poucas diferenças entre um e outro..talvez seja o cartao de memoria e ler ANT+.. apenas sei que os etrex nao sao tácteis como sao os dakotas..
 
Pessoalmente, usava um dakota 20 no btt, e agora uso um edge e sinto que está perfeitamente adaptado e capacitado para tal. Excede largamente as capacidades do dakota no que diz respeito à informação disponível no momento em parâmetros bastante variados.

Relativamente aos modelos em causa, nunca usei e já não tenho bem presente as especificações técnicas de cada um. Mas lembro-me de ver qualquer coisa em que o 30 era superior ao 20 (para além do preço).
 
Nos etrex,
As diferenças entre a gama 20 e 30 no etrex é o facto de o 30 ter bússola e o 20 nao.
As diferenças para os mais recentes 20x e 30x, é que tem mais capacidade de memoria, passam de 1,7 para 3,7gb, e o ecra tem mais resolução.
A minha duvida é se a bússola é necessário em btt ou nao e se 1,7gb sao curtos ao ponto de ser necessário 3,7gb.

Agora também há os etrex touch, que penso que tenham vindo substituir os dakota.
 

Joseelias

Well-Known Member
Desculpa lá o texto longo.

Há mais diferenças entre os eTrex 20 e 30 do que apenas a bússola.

O eTrex 30 tem bússola electrónica (o 20 tem bússola mas usa a posição dos satélites para apontar o norte se não me engano), altímetro barométrico, ligação a fita cardíaca para medição do ritmo do coração, transferência de dados sem-fios entre outros eTrex 30, e penso que mais uma ou outra função. Eu tenho o eTrex 20 e embora não tenha experiência com outro tipo de gps para aventura acho-o bastante bom, permitindo fazer muito mais que apenas Btt, como caminhadas, geocaching e até navegação automóvel e marítima.

Em termos de uso em Btt não me parece que nada do que o 30 oferece seja essencial. O altímetro barométrico é interessante pois permite mais rigor na medição do acumulado de subida e assim sabemos mais precisamente quanto é que efectivamente trepámos numa saída. No 20 essa medição é feita com base em cálculos usando os vários satélites e tem uma margem de erro maior. Mas isto não tem qualquer influência no uso prático e é só para quem tem curiosidade sobre a saída. Como tenho o 20 e é o único que uso, logo a margem de erro é aplicável a todos os percursos e como tal permite-me comparar as várias saídas que fiz.

Em relação à bússola, confesso que não sei como a do 30 funciona mas é algo que também não senti falta no 20. No 20 e seguindo um track gps tens o caminho apontado para a tua frente e não interessa se vais para norte ou sul. Se vais à aventura basta começares a andar (mesmo a pé) que o gps alinha logo o norte. Também me parece que a bússola do 30 tem que ser calibrada cada vez que ligas o gps, o que me parece uma grande seca.

E a menos que conheças mais pessoal com o 30 não vejo vantagem na partilha de informação sem-fios entre aparelhos.

A função de monitor cardíaco é muito interessante embora não saiba que detalhes regista. Não sei se é compatível com as fitas de outras marcas ou apenas Garmin. Mas se a função de monitor cardíaco é algo de importante para ti vais ter que passar a andar sempre com o gps. Eu por exemplo muitas vezes ando sem gps pois vou para os mesmos sítios e é desnecessário andar com ele e uso um relógio monitor cardíaco. Mas se dependesse do 30 para servir de mfc não tinha outra hipótese. Se quiseres correr também terias que andar com o gps que é volumoso para esse fim. Eu prefiro ter equipamentos separados.

Por fim, a memória. Podes comprar um cartão microSD e aumentar brutalmente a memória de qualquer um deles. Eu não comprei um cartão e até agora não tenho problemas de espaço, sendo que para além do mapa topográfico de Portugal ainda lá meti o mapa de estradas de Portugal e Espanha caso necessite de fazer navegação automóvel com ele por impossibilidade de usar o gps de estrada. A menos que te ponhas a descarregar as fotos de satélite (pago) do país inteiro para ilustrar os mapas topográficos não me parece que seja fácil esgotar a memória.

Um último apontamento. O botão na face dos eTrex (tipo joystick) não é nada fácil de operar em andamento mesmo em estrada, e em especial o clique para baixo para confirmar as opções. Não é algo que opere normalmente mas parte das vezes que o precisei de fazer tive que parar para o conseguir accionar. Os botões laterais são fáceis de usar e até são os mais utilizados na navegação (zoom dos mapas, brilho do ecrã).

Resumindo, embora não seja um utilizador intensivo do eTrex 20 que tenho, não senti até agora necessidade das funções do 30. Mas isto é apenas baseado nas minhas experiências e necessidades.
 
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tens os novos etrex 25 e 35. Basicamente, são idênticos aos oregon 600 ou 650 mas mais pequenos mas com funções smart de ligação ao telefone.
tenho um edge 1000 neste momento. já tive um oregon 450 e um 650. Sinceramente, não fosse ecrã ser pouco nítido com luz do sol forte, para mato, o melhor ainda foi o oregon 450.
Para mato, na minha opinião, o edge 1000 peca por não mostrar a tua orientação quando estás parado e por ter limite de 200 waypoints. Não fosse isto e era perfeito para mim.
 
Com base nas informações do Joseelias, pessoalmente, preferiria o 30. A bússola eletrónica pode ser uma enorme vantagem, principalmente se se pretender utilizar o gps para geocaching, por exemplo. O altímetro barométrico e a compatibilidade com a fita ANT+ são também duas vantagens que, pessoalmente, valorizo bastante, principalmente a da fita ANT+.

É uma questão de veres quais são as tuas prioridades e objetivos e que aparelho que lhes responde de forma mais equilibrada tendo em vista a relação funcionalidades-preço. Creio que qualquer um te permite navegar e andar à vontade em termos de "orientação", depois o 30 oferece um par de funcionalidades "extra" face ao 20. ;)
 
Eu acho que vou esperar por uma boa oportunidade de negocio para um eTrex Touch 25 ou 35. Pelas caracteristicas que andei a ver de todos, penso que é o mais apropriado para mim. Como não preciso dele para já, vou esperar pela oportunidade certa.

Agora, acho que os eTrex 20 e 30 tem um ecra muito pequeno, embora a resoluçao seja superior. Mas, sendo o ecra mais pequeno, a resoluçao é vantagem para a compra de um desses?
 

Joseelias

Well-Known Member
Relativamente aos ecrãs não te esqueças que os que têm tecnologia touch-screen podem ter que ocupar parte do ecrã com os botões que no caso dos eTrex 20 e 30 são físicos e ficam no corpo do gps. Na prática podes ficar com a mesma área de ecrã para ver o mapa. Averigua bem como é que os menus são no modelos touch-screen.

Eu pessoalmente nunca achei que o ecrã fosse muito pequeno porque se estiveres a ver o mapa representado com uma altitude de por exemplo 30 ou mesmo 50 metros, o que te mostra pelo menos cerca de 15 ou 25 metros de trilho à frente, consegues ver todos os detalhes relevantes que o mapa topográfico tem para te dar. E se afastares para uma altitude maior, caso dê para ver bem o percurso pelas características dos traçados (poucos trilhos a derivar , opr exemplo) melhor ainda.

E eu ainda uso duas caixas pequenas com informação no topo do mapa, o que reduz ainda mais a área do ecrã.
 
Desculpem aproveitar este tópico mas as questões andam à volta do mesmo...
Entre o Dakota 20, o Edge Touring e o Edge Touring Plus quais são as "reais" diferenças na utilização de btt...?
Eu sei que há reviews, ensaios, etc mas gostaria de ouvir na pratica a opinião de quem os usa?
Em princípio o Edge Touring estará fora de questão porque não tem sensor barométrico e a leitura pelo gps é falível...
Mas entre o Dakota e o Edge Touring Plus será que se justifica quase o dobro de preço?
Outra questão também é o Dakota estar a ser descontinuado, é um modelo em fim de vida?
Outras opções por estes preços?
Qual era a vossa opção?
 
MaHogeny,

A dimensão do ecrã depende de cada um e da utilização que se faz. Quando passei do Dakota para o Edge (que tem um display bem mais pequeno), estava um pouco receoso quanto à dimensão do ecrã. Nas duas primeiras voltas ainda levei o dakota para descarte de consciência, mas uma vez habituado, o dakota nunca mais voltou à bicicleta, estando reservado para outros usos.

Negoci8er,

Tendo o dakota 20 e não tendo o touring plus, as minhas observações baseiam-se mais na intuição que na experiência de utilização comparada, mas cá vai!
A sensação que tenho é a de que o touring plus partilha várias funcionalidades com o Dakota. A diferença está na vocação. O Dakota, mais polivalente, o Touring mais direccionado para a navegação em bicicleta. O touring trás um conjunto de funcionalidades que encontramos noutros edge e não nos dakota (temperatura - embora esta se possa acrescentar ao dakota com o sensor; autolap; autopause...). Como eventual contrapartida tem o facto de ser a bateria, e não a pilhas, como os dakota. Também não sei se tem a funcionalidade de geocaching incluída, que nestes aparelhos é sempre um bom "extra".

Pessoalmente, não sei se justifica a diferença de preço.

O dakota já anda em "fim de vida" (seja lá o que isso significa) há algum tempo. Mas a quantidade de pessoal que mantém esse aparelho (eu incluído) é tal que não me parece que venha a "desaparecer" em breve, o que comprova a qualidade desse GPSr.
 
gcaetano, obrigado pela ajuda.
Pelo que tenho lido, a gama edge tem mais dados sobre a volta tipo estatísticos.
Contudo, enquanto o Dakota 20 está a 139€ o edge touring plus está a cerca de 249€. Penso que o edge não valerá a diferença...
 
Negoci8er, eu pessoalmente também acho que não justifique. Um contra do Dakota face aos edge é que é um pouco mais "volumoso". Mas isso vale o que vale. A informação que os Edge dão in loco é superior ao Dakota, sem dúvida. Mas posteriormente, se descarregares o GPX gerado para um qualquer software ou aplicação dedicada, vais ter praticamente a mesma informação para analisar.
 

Joseelias

Well-Known Member
O meu eTrex 20 veio com o software da Garmin para o pc, o Garmin BaseCamp, onde mostra os registos da saída em gráficos de altitude, gráficos de velocidade e passando o cursor do rato nestes gráficos até dá a percentagem de inclinação em cada ponto, assinalando simultâneamente no mapa o local seleccionado. Também sobrepõe o gráfico da velocidade ao da altitude e distância e tem esses dados em tabela numérica. E tem bastantes mais dados.

Esse software deve de ser exactamente o mesmo que vem com o Dakota. Não sei se há outro tipo de software que possa mostrar mais informação a partir dos ficheiros gpx que o BaseCamp mas se houver agradecia que dissessem para os experimentar.
 

Joseelias

Well-Known Member
Nunca usei o touch, mas tal como tinha dito anteriormente o joystick do eTrex não é muito fácil de usar em andamento se se quiser carregar para baixo e executar a função. Não é impossivel mas exige alguma prática e um terreno mais ou menos estável. Mas dá para usar para mover o mapa se se quiser ver mais para qualquer um dos lados com facilidade. Para além do joystick tens mais três botões laterais no corpo. Dois do lado esquerdo que podem ser usados para fazer zoom + e - no mapa, e um do lado direito que liga/desliga o gprs, dá acesso aos controlos da iluminação e faz a função retroceder que é útil em algumas ocasiões. Estes botões laterais são fáceis de usar.

Fora da bicicleta, não há qualquer problema com o joystick ou qualquer outro botão.
 
Obrigado pelas informaçoes.
Mas, por exemplo, agora no inverno, usado luvas inteiras, ou seja, com dedos, consegue-se mexer no touch ou não é muito facil?
Em andamento também não deve ser muito facil mexer no touch, por causa das vibrações!!
Acho que só mesmo se tivesse os dois montados no guiador conseguiria decidir-me de vez!!
 

Joseelias

Well-Known Member
Acho que relativamente aos touch tens que considerar se vão sequer funcionar com qualquer tipo de luvas. Digo isto apenas pois há muitas luvas que são anunciadas como compatíveis com ecrãs touch e que têm na ponta de alguns dedos uma película própria para tocar nesses ecrãs.

Isto é, com base nessa observação pelos vistos podem haver luvas que nem sequer activem o ecrã touch (ou até o danifiquem?) e terem que se tirar para o operar. Não sei se esse é o caso com o ecrã dos Dakota. Confesso que tenho pouco conhecimento neste campo, mas pelo que já li na net e pela existência dessas luvas é algo a investigar. Quem tenha um Dakota pode ajudar nisto.

Há outra questão que pode levantar diferentes opiniões ou experiências. A meu ver o ecrã touch fica exposto a danos directos em caso de queda pois a parte sensível não pode ter nada entre ela e os dedos. Já no caso dos eTrex, e como são operados por botões, o ecrã está protegido por baixo de um plástico rijo. A haver uma pancada o que pode acontecer é que o plástico quebre mas o ecrã fique intacto. Claro que pode haver danos nos botões mas parecem-me mais resistentes a uma pancada numa pedra que um ecrã.

Mas tenho que dizer que depois de ter o funcionamento do gps activado poucas foram as vezes que tive que mexer no joystick até ao fim da saída e que o mesmo sucederia com um ecrã touch. Ponho aquilo a seguir o track e está feito até ao fim. Se necessário para-se durante uns segundos para se fazer o que se tem a fazer.
 
todos os garmin touch que tive funcionaram bem com luvas. não a 100% mas muito aceitável
o marca que funciona mesmo a 100% com luvas é a myo. pelo menos o cyclo 550 funciona como se nada fosse
 
Tenho 2 garmin, e o touch é certinho, com e sem luvas, com e sem água ou sujidades. É sempre a andar! ;) Sei que o Edge e o Dakota que tenho são ecrãs resistivos, o que talvez ajude a explicar isso. Não sinto qualquer vulnerabilidade do ecrã touch face aos botões. Aliás, no Edge já tive stress com um botão e carrego nele quando o rei faz anos (lap).
 
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