Kona Jake the Snake 2009 - E agora, algo completamente diferente.

#1


1.Para que serve uma bicicleta?

No final de 2008 encontrei-me possuidor de uma interessante colecção de bicicletas de BTT. No estábulo tenho uma hardtail, montada com componentes pesados mas fiáveis, óptima para treinar. Tenho também uma FS de XC, equipada com componentes leves e confortável para longas distâncias. Uma singlespeed totalmente rígida e de aço completa o conjunto, como bicicleta divertida para brincadeiras ou para algumas aventuras mais épicas onde se exija fiabilidade absoluta e o mínimo de complicação. Tudo bicicletas optimizadas para os trajectos que mais gosto, percursos de endurance e longa distância.

Para muita gente, três bicicletas já são duas bicicletas a mais, mas a este conjunto faltava uma peça óbvia, uma bicicleta de estrada. Embora tenha recorrido várias vezes a pneus 26x1.0 polegadas para emular as performances de uma bicicleta de estrada, é do conhecimento geral que as performances nunca são as mesmas, fruto da posição apurada de uma bicicleta de estrada.

Aqui podia ter seguido o caminho mais comum, comprar uma bicicleta de estrada completa e simplesmente desfrutar dela. Mas a minha insistência em montar as minhas bicicletas a partir de um quadro solto levou-me a uma opção interessante que inicialmente não tinha considerado. Nas minhas longas pesquisas encontrei o quadro Kona Jake the Snake de 2009 a preço bastante convidativo. A cada dia que passava, este quadro de cyclocross parecia-me cada vez uma opção mais válida. As vantagens eram várias: -mesma marca de outros 2 quadros que tinha significava maior facilidade em escolher o tamanho, o quadro era mais forte que os quadros de estrada convencionais, a geometria era mais relaxada que os quadros de estrada normais e finalmente tinha a possibilidade de montar pneus relativamente largos se assim o preferisse.

Convenci-me destas vantagens e encomendei então o quadro. Durante o tempo de espera pelo mesmo fui tratando do escolher os restantes componentes. Este foi um processo de escolha bastante moroso e fortemente iterativo, em que as hipotéticas peças iam sendo escrupulosamente analisadas e comparadas antes de ser decidida a compra. Em jeito de brincadeira, dizia outro dia ao Bravellir que esta era a minha bicicleta mais racionalizada de sempre. Qualquer peça está obsessivamente pensada.

Este processo levou também a uma mudança gradual nas capacidades exigidas à bicicleta. Enquanto numa fase inicial o projecto apenas pretendesse uma bicicleta de estrada simples e leve, após 4 longos meses aproximei-me cada vez mais de um conceito que é internacionalmente intitulado de "monstercross", que se entende (muito liberalmente) como sendo uma bicicleta de cyclocross com pneus maiores e com capacidade de lidar com trilhos normalmente restritos a bicicletas de BTT. A leitura de experiências com estas bicicletas fascinou-me, principalmente pela sua qualidade como roladoras excepcionais em zonas de estradão e singletrack com bom piso.

O resultado final de tanta evolução foi este:



2.Que equipamento montei e porquê

O equipamento desta bicicleta é uma mescla de três mundos. Foram-se buscar peças ao mundo do BTT, da Estrada e do Cyclocross para que cada peça pudesse ter a relação correcta entre peso e resistência. Claro que este critério é totalmente e pessoal e deriva fundamentalmente da experiência acumulada ao longo das várias montagens que fiz e das várias e constantes provas de fogo a que submeto as minhas bicicletas.



Começando pelo quadro, estamos perante um dos quadros mais comuns para o uso em competição cyclocross amadora na América do Norte. É um quadro relativamente pesado (1810 gramas, tamanho 58) que apresenta diâmetros e espessuras típicos de uma bicicleta Hardtail de BTT. Um pilar sólido onde alicerçar o resto da montagem. Na minha opinião, existem três pormenores passíveis de melhoramento. O primeiro é a passagem dos cabos, que se faz por baixo do pedaleiro. Isto expõe essa zona à lama e prejudica a durabilidade dos cabos. Quadros de gama mais elevada recorrem a uma pequena roldana inversora para compatibilizar o uso de desviadores dianteiros de estrada com um guiamento de cabo vindo do tubo superior.

O segundo ponto, talvez um preciosismo, é a colocação da ranhura do espigão de selim virada para trás. A colocação dessa ranhura virada para a frente do quadro protegeria aquela zona de interface da entrada de partículas estranhas projectadas pelo pneu de trás.



O terceiro ponto a apontar ao quadro é a reduzida capacidade de aceitar pneus largos. Abordarei este tema em detalhe mais à frente.

A forqueta rígida é uma Easton EC90X modelo de 2008, uma das forquetas mais leves para o uso em cyclocross (490 gramas, por cortar). Para atingir estes pesos, a sua construção não é nada convencional, sendo produzida com uma resina infundida com fibras de carbono, sem telas. Isto dá-lhe uma aparência muito peculiar.



Dado que é uma forqueta totalmente de carbono, não utiliza a aranha para fazer a pré-carga da caixa de direcção. Em alternativa, a Easton fornece esta forqueta com o vulgarmente chamado sistema BearTrap, formalmente intitulado de Easton EA-HSA. Este sistema substitui um dos espaçadores da coluna de direcção por dois aneis com rampas alternadas. Rodando um parafuso de ajuste, as rampas sobem umas por cima das outras.Se o avanço estiver devidamente apertado, isto causa um pequeno aumento de altura do conjunto e origina uma força de compressão na caixa de direcção.



Este sistema deu-me inicialmente bastantes dores de cabeça. Por mais que fizesse ajustes não conseguia uma pré-carga ideal, oscilando entre direcção muito presa ou folga excessiva. Após contacto com Batas, cheguei mesmo até a adquirir um sistema Tune GumGum para substituir o EA-HSA. No entanto, antes de montar o GumGum detectei o problema real. A caixa de direcção FSA Orbit MX vinha montada de forma incorrecta, com os vedantes externos dos rolamentos invertidos. Trocados os vedantes, a direcção e sistema de ajuste passaram a funcionar correctamente.

O posto de controlo é composto por um avanço Easton EC-70 e um guiador Salsa Bell Lap Oversize. Enquanto que o avanço é bastante standard, o guiador é bastante especial pois difere significativamente de um comum guiador de estrada. É bastante largo (46cm) e os ganchos abrem para trás com um ângulo de 12º. Isto permite uma postura com os braços mais arqueados, aproximado ao bom estilo BTT. Isto ajuda no controlo em zonas técnicas. Como bónus, o guiador têm também uma dobra anatómica muito bem conseguida, pelo menos para a fisionomia das minhas mãos.

Durante muito tempo ponderei optar pelo guiador One-One Midge, optimizado para uso fora de estrada. No entanto, este guiador parece-me um pior compromisso para o abundante uso em estrada que dou e darei a esta bicicleta. O preço e dificuldade de obtenção do mesmo também foram factores decisivos. O link seguinte apresenta uma valiosa comparação de tamanhos e geometrias de vários drop-bars optimizados para fora de estrada:

http://www.griffithfam.net/2009/02/wtb-dirt-drop-on-one-midge-and.html

A imagem seguinte, retirada desse site, mostra de forma génerica as características de um drop-bar de BTT/Cyclocross:



Na transmissão optei por apostar num valor relativamente novo no mercado. Depois de ler inúmeros reviews, testes e comparativos, convenci-me que o grupo SRAM Rival 2009 era de facto uma aposta segura. Embora vendido como grupo de entrada da SRAM, é bastante semelhante ao Ultegra em termos técnicos e qualitativos. E de facto, quando nos chega às mãos, a qualidade é surpreendente. O sistema Double Tap é muito prático, o peso dos componentes reduzidíssimo e o design muito sóbrio. O único ponto que me deixa um pouco de pé atrás é o uso de manetes de carbono. Preferia a resistência acrescida de umas manetes de alumínio. Optei por uma transmissão compacta, com pratos 50-34 e cassete 11-26. Uma vez que estou habituado a usar (em todos os tipos de terreno) uma singlespeed 32-16, esta escolha revela-se mais que suficiente para uso fora de estrada



Para não me alongar muito aqui, recomendo a leitura do excelente review do grupo no Cyclingnews:

http://www.cyclingnews.com/tech.php?id=tech/2009/reviews/SRAM_rival09

Fruto da natureza do quadro, o departamento da travagem foi forçosamente entregue a uns cantilevers. Os leves Kore Race foram escolhidos para esta função, escolha essa baseada em reviews que os mencionam como sendo bastante acima da média, quer em potência, quer em facilidade de utlização. Embora funcionem decentemente, não encontrei ainda (e já não espero encontrar) uma potência equiparável a uns bons v-brakes, uma limitação da curta alavanca efectiva de uns cantilevers. A remoção de rodas é também muito complicada. Com o travão afinado para potência máxima não existe espaço para fazer os braços avançar e soltar o cabo. Pneus acima de 23c só saem esvaziados. No entanto, nem tudo é mau. As pastilhas em repouso funcionam bastante mais longe da jante que as de uns v-brakes e isso é uma vantagem imensa na lama.



Alguns devem recordar-se que os travões cantilever requerem o uso de um suporte de cabo imediatamente antes dos travoes, onde o cabo larga a espiral. Enquanto que para o travão de trás esse apoio está embutido no quadro, para o travão da frente existe alguma liberdade de soluções. A solução standard consiste em usar um espaçador de direcção especial, dotado de um suporte para cabo na parte frontal. Muito utilizado, tem como inconveniente o peso extra e a interferência com o ajuste da caixa de direcção. Decidi então optar por uma solução alternativa, que consiste em adquirir um apoio traseiro de cantilever separado e instalar o mesmo na placa frontal do avanço, um truque "racing" visto em algumas bicicletas de competição de cyclocross.



Embora poupe peso, esta solução torna a travagem mais susceptível a um fenómeno de vibração de alta frequência causado pela flexão da forqueta e respectiva interacção no comprimento efectivo do cabo de travagem. Quanto maior for o cabo exposto, maior será esta tendência. Esse fenómeno de facto verifica-se ligeiramente na minha bicicleta, mas apenas em travagens fortes a velocidades muito baixas (5 km/h).

Em termos de rodas, optei pelas Mavic Aksium, modelo de entrada da Mavic para estrada. Partilham alguns componentes e design geral com as Mavic Crossride de BTT. São bastante utilizadas para cyclocross e a própria Kona usa-as para as suas bicicletas completas. Como negativo aponto-lhes a existencia de rebarba significativa na junção interna do aro. Fui obrigado a lixar cuidadosamente essa parte para evitar dissabores e considero essa uma falha grave de controlo de qualidade por parte da Mavic. Actualmente é o único ponto que considero passível de upgrade.

Os pontos de interface homem-máquina foram entregues a velhos conhecidos. Uns relativamente pesados e indestrutíveis pedais Time Atac XS e um selim Gobi XM asseguram-me o conforto.

Para finalizar este apanhado dos componentes, fica o tema dos pneus. O meu conceito inicial envolveu a compra de dois pares de pneus. Um par de Michelin Lithion 23c para a estrada e um par de Schwalbe Racing Ralph 700x35 para o uso fora de estrada. Embora os Schwalbe Racing Ralph sejam pneus excepcionais para rolar e curvar, senti que o seu volume reduzido (1.3 polegadas efectivas) me estava a prejudicar a performance em zonas ligeiramente mais pedregosas. Nestas situações, com forqueta rígida, a teoria e experiência diz-me que todo o volume de ar dentro do pneu ajuda a dissipar as vibrações e proteger a jante. Um pouco de investigação levou-me ao pneu Panaracer Firecross 700x45, na versão Kevlar. Existe um curto review do mesmo disponível no link seguinte:

http://mtbtires.com/TireTracks/nfblog/?p=28

Este pneu é na prática um pneu 29x1.8, e traz uma vantagem significativa de volume relativa aos pneus de cyclocross. Uma investigação simples indicou-me que cabe na forqueta Easton facilmente, mas dificilmente no quadro. Encomendei um para experimentar. De facto coube folgado na frente, mas foi de todo impossível monta-lo na posição posterior como ilustra a imagem seguinte:



Existem 46 mm de espaço máximo entre as escoras.



Optei assim por um setup misto Firecross 45/Racing Ralph 35. Confesso que tenho alguma pena de não conseguir montar o Panaracer Firecross nas duas posições. Existem outros quadros que o conseguem montar atrás e isso resulta num aspecto visual extremamente interessante, aliado a uma melhoria na tracção.

O uso do pneu "gordo" na frente trouxe um pequeno incómodo chamado "toe-overlap". Isto significa que, devido ao diâmetro exagerado do pneu, os meus pés estão no caminho do pneu quando viro o guiador. Muito notório quando se dá voltinhas no quintal, desaparece virtualmente quando se anda mais a sério e depressa, isto porque as curvas são sempre feitas com doses limitadas de ângulo de viragem. Uma análise mais aprofundada das questões do "toe-overlap" pode ser encontrada no link seguinte:

http://davesbikeblog.blogspot.com/2006/11/toe-overlap-no-problem.html

De notar que as conclusões do autor são muito semelhantes às minhas.

3.Como se comporta e quais as suas capacidades?

Esta bicicleta é os pneus que calça.

Com os Michelin Lithion 700x23c é um bicicleta de estrada perfeitamente normal. Talvez um pouco mais virada para o conforto, devido ao seu guiador largo e ergonómico, frente alta e forqueta de carbono relativamente flexível. Apresenta um comportamento extremamente equilibrado em descidas mais rápidas, sem qualquer tipo de característica negativa a apontar. Já foi devidamente testada numa volta de estrada de 202km e demonstrou ser uma excelente e fiável arma para estes trajectos.

Montado o kit de pneus de fora de estrada (Firecross/Racing Ralph), assistimos a uma transformação enorme do comportamento. Com o pneu de largo diâmetro na frente, a primeira impressão é de que estamos a manobrar uma qualquer outra BTT com forqueta rígida. Por incrível que pareça, o guiador encaixa extremamente bem para uso fora de estrada e coloca sempre o ciclista numa posição de ataque. Secções de estradão são vencidas a bom ritmo. Singletracks fluídos são uma delícia de atacar. A bicicleta é extremamente directa, agressiva e com mudanças rápidas. As 10 velocidades e o sistema Double Tap permitem seleccionar a relação correcta quase instantaneamente. Os pneus trabalham afincadamente na sua tarefa de manter tracção e permitem curvar a alta velocidade. E uma vez que o pneu da frente é um 29er, consegue-se notar a afamada capacidade melhorada de subir obstáculos e irregularidades.

Outro ponto notável é o comportamento desta bicicleta em subidas inclinadas com piso solto. A posição nos drops é muito prática para aplicar força e manter a frente carregada. Atrás, o Racing Ralph parece inconsciente da sua reduzida largura e dá bem conta do recado, propulsionando o conjunto com aderência quase constante.

Entrando em secções mais complicadas tecnicamente, somos confrontados com um comportamento estável, mas claro, com algumas limitações. Como já foi mencionado acima, os travões não são tão poderosos como gostaria que fossem e requerem um pouco mais de planeamento prévio. A lidar com zonas pedregosas surge, fruto do baixo volume do pneu 1.3, um comportamento mais saltitante da traseira que obriga a uma escolha mais cuidada de trajectória. A frente porta-se bem. A forqueta de carbono e o Panaracer Firecross trabalham bem em conjunto para amortecer impactos. De referir que os drop bars não representam qualquer problema prático para estas secções, permitindo até controlar a direcção com segurança acrescida.

Resumindo, neste modo de BTT temos então uma bicicleta ideal para fazer longos quilómetros a boa velocidade se os pisos assim o permitirem. Zonas técnicas e rochosas podem ser abordadas com sucesso e segurança, mas não com a mesma velocidade que se abordaria numa bicicleta de BTT equipada com pneus largos e suspensão. Trocando os pneus por uns slicks, ficamos então com uma bicicleta de estrada perfeitamente competente.

Fica aqui um video para melhor ilustrar as capacidades desta bicicleta:

http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip...p;show_portrait=0&color=&fullscreen=1

4.E melhoramentos?

Como já referi atrás, actualmente o único ponto que considero melhorar são as rodas, fundamentalmente por uma questão de peso. No entanto, ao montar esta bicicleta apercebi-me de várias soluções de base que tornariam uma bicicleta deste tipo em algo ainda mais polivalente.

-Quadro com capacidade de utilizar pneus 700c ou 29er ligeiramente maiores, pelo menos até às 1.8 polegadas.

-Quadro muito resistente e durável, optimizado para drop bars.

-Um quadro e forqueta com apoios de disco, para funcionar com travões Avid BB7 Road, ou uns hipotéticos hidráulicos integrados nas manetes de estrada.

-Sistema de tensionamento de corrente integrado no quadro (seja excêntrico, dropout deslizante ou ponteiras abertas), para permitir a conversão simples com cubos de mudanças (Alfine, Rohloff, etc.) ou singlespeed.

Actualmente existe uma série de bicicletas/quadros com características que se aproximam muito desta lista. Para consulta ficam os seguintes modelos:

Salsa La Cruz

Salsa Fargo

Singular Peregrine

Surly Long Haul Trucker

Embora na minha opinião não sejam alternativas válidas como "única bicicleta", são um adição muito interessante a um estábulo de quem pretenda uma bicicleta mais virada para os terrenos mais rolantes e distâncias longas.

5.Ficha Técnica

Modelo: Kona Jake The Snake 2009



Pesos (tamanho 58 - incluindo grades de bidão, suporte gps):

Pneus de estrada: 8.90 kg
Pneus de BTT: 9.36 kg

Pontos positivos:

+Quadro rigido e robusto
+Funcionamento geral da transmissão
+Posição de condução muito polivalente e confortável
+Vantagem de velocidade real em piso pouco técnico
+Capacidade de lidar com terreno técnico
+Aderência e tracção dos pneus surpreende face ao tamanho

Pontos negativos:

-Tamanho máximo de pneu aceite pelo quadro
-Toe-overlap
-Capacidade de travagem modesta
-Rodas pesadas
-Manetes em carbono suscepíveis a danos

Fotos Extra:



 
Last edited:
#2
Bem, esta bike é mesmo qualquer coisa de especial. É a primeira monster X que tenho conhecimento em Portugal. Tem a incrível capacidade de fundir 3 conceitos num so: o de uma estradista, uma de ciclocross e ainda uma boa parte de btt. Ja estive com ela ao vivo e só posso dizer que ainda é melhor do que nas imagens. E quando nos sentamos nela...bem... é uma mistura de sensações, vindas do mundo da roda fina e outras do btt. A posição sabe a estrada, mas a maneira como rola (com os pneus de terra) é completamente típica de uma bike de XC. O guiador é também uma agradável surpresa, bem mais largo e confortável do que estamos habituados dentro deste género.
Considero este conceito de bicicleta verdadeiramente útil, sendo mesmo, na minha opinião, uma proposta interessante para quem o btt se fica por trilhos não extremamente técnicos (leia-se, pistas de DH :lol:) e faz dos estradões e da estrada companhia habitual. Não quero com isto dizer que, nas mãos certas, esta cobra não ponha em sentido bicicletas bem mais típicas dos montes...
E ja agora, deixem-me dizer que considero esta a melhor review que ja vi num fórum.
Agora so te faltam uns aros destes:


:wink:
 

Pax

New Member
#3
:shock: :shock:

Agora é que partiste a loiça toda!!

Essa bike realmente está algo de fantástico!

Grande análise (sim, isto é uma análise!), grandes pormenores, excelentes fotos.


Agora que conseguiste fundir tudo numa só bicicleta, vais vender as outras? :mrgreen:
 

HR

New Member
#5
Realmente o que dizer?!?!?

Um excelente reportagem em que se nota a dedicação a que esta bike foi sugeita!

Quanto a esta... nem sei o que dizer mas deve ser daquelas bikes que não se devem experimentar pois desconfio que quem o fizer fica "agarrado"!

Resumindo uma belissima bike "alternativa" com uma análise/apresentação fantástica.

Parabéns e agora é dar-lhe com muitos kms...

HR
 
#6
Com tanta Kona lá por Casa, só espero que não fique enjoado.... !

Para mim estás muito mais à frente que o Magywer. Fico a aguardar o próximo projecto Konasywer.

Projecto bastante apetitoso :wink:

MY
 
#7
hehe até que enfim, estava a ver que tinhas vergonha da "coisa" :mrgreen:

O excelente review faz-me ter ainda mais pena da minha decisão estratégica de uma bike por ano :evil: Custa ainda mais ter de esperar por Novembro para a Peregrine :twisted:

Parabéns. Calmo, frio, objectivo, mas com um brilho de emoção que se adivinha aqui e ali. Simplesmente perfeito como review.

Quanto à "coisa", é uma kona, é verde, é tua, é o que querias, é perfeita, dá-lhe gás :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:
 

Nuno Félix

Super Moderador
#8
Excelente análise!!!!! :bompost:

A bike é qualquer coisa de espectacular... Ou não fosse uma Kona....

Deve ser uma sensação do catano e do camandro e do caneco conduzir essa "híbrida"....

Parabéns!

:clap: :clap: :clap:
 
#9
Ja agora aproveito também para falar da forqueta. Eu não sou fã do carbono, mas aquela forqueta é uma peça impressionante. O toque dela, a solidez que transmite e a surpresa ao vermos que parece (e é) feita de uma única coisa é impressionante.
:wink:

PS: "ah e tal um quadro de gama mais alta" e que quadro pões.....YETI ARC X :twisted:
 

Alf

Active Member
#10
Uma análise que até tem os pontos negativos e os melhoramentos, é raro, e mesmo à 350plus :lol:

Está demais... Lembra-me que é preciso começar com a lista dos tópicos do ano 2009 :assobio:

Quanto ao conceito, inovador e extremamente bem pensado, como sempre :)

Agora duas questões:

-Já andaste em cidade?
-Em percursos de terra como os do vídeo, não te causa dores nos ombros ou pescoço ou desconforto no fim da volta?
 
#11
OMG :shock: :shock: :shock:
Linda!!!!
Excelente análise, excelente bike, linda sim senhor.... :wink:


:hehe: :clap: :drool: :hehe: :clap: :drool: :hehe: :clap:
 
#12
Tchii, não conhecia isto do "cyclocross" :oops: :mrgreen:
Mas esta bicicleta está qualquer coisa de fantástica ... :clap: :clap:

Excelente analise, e bela colecção de Konas tens tu ! :wink:

Parabéns !

Cumpz
 
#14
ze_zaskar said:
Nao se esqueçam que a altura da posição das mãos nos drops não é assim tão diferente numa bike de xc normal, ou mais racing.
A altura pode não ser diferente. Mas as mãos, os Ombros, o Pescoço, as costas é as proprias Nadegas estão concerteza numa posição menos relaxada.
Pelo menos é o que sinto quando ando de "Fio Dental"

MY
 
#15
Obrigado a todos pelos comentário positivos. :wink:

É de facto um máquina muito interessante de conduzir. Divertida e rápida.

Agora, respondendo ás questões práticas do Alf e às considerações do Ze_Zaskar e do Myrage.

-Em cidade ainda não andei. Mas também não me atraí muito. Para ser sincero, acredito que para cidade o melhor é mesmo uma bicicleta de btt, com guiador recto e travões potentes e rapidamente acessíveis. Já se sabe as condições que temos.

-A posição de condução é de facto mais agressiva, no vídeo podem comparar a minha posição com a dos colegas que me seguem e vão reparar que estou muito mais encaixado na bicicleta. Felizmente, após uns ajustes inciais cuidados, não sinto desconforto algum nesta posição. Alem do mais, estes guiadores têm duas posições alternativas. Uma é no centro do guiador, permite esticar as costas mas não dá acesso aos controlos. A outra, é nos chamados "hoods" ou topos das manetes. Nesta posição os braços ficam bem mais altos e esticados, sempre mantendo as mãos nos controlos (mudanças e travões).

Relativamente a uma bicicleta de estrada convencional, o guiador está significativamente mais alto e isso para mim ajuda grandemente no conforto. Assim menos contorcionismo é requerido para chegar aos drops. :D


PS: Esqueci-me de agradecer ao Bravellir pelo assistência na prensagem dos copos da caixa de direcção :wink:
 
#16
Em termos biomecanicos os dropbars (guiadores de estrada), quando postos a uma altura suficiente, são mais correctos do que uns normais de btt. Façam o seguinte: deixem cair os braços, ao lado do corpo. Agora levantem os antebraços. De certeza que ficaram com as mãos na vertical e não na horizontal. Perceberam a ideia? A posição adoptada nuns drops de ciclocross ou btt é ainda melhor para a respiração, põe as articulações alinhadas duma forma que absorvem melhor as vibrações alem de a pressão nas mãos ser mais distribuída.
:wink:
 
#17
350plus, não sei se reparaste mas tens uma inclinação para as "Konas"
E Verdes .................. Não sei se alguém te conseguirá explicar esta tua tendência mas tenta 8).
Bike bem bonita, está visto que foi muito pensada e até aqui a analise está 5* :lol:.
Continua a habituar-nos mal :shock:.

Um Abraço
 
#18
Boas
Isto sim é uma análise com todos os pormenores e acompanhada de excelentes fotos.
Grande máquina está realmente fantabulástica.
Agora é fazer quilómetros e mais quilómetros com ela e postar aqui fotos e mais alguns comentários e pode ser que se comecem a ver por ai mais máquinas destas.


SAUDAÇÕES BETETISTAS
 
#19
Estava a ver/pensar que ias manter a cobra na gaiola por muito mais tempo!

Primeiro dar-te os parabéns pela excelente análise. Se isto pega, o FórumBtt torna-se numa espécie de estágio/selecção para futuros autores de crónicas, análises e testes nas mais diversas revistas por esse Mundo fora É um bom meio para se chegar a um "fim". 8)

Um selo já é teu! Nem que seja o da :choneh: Passo a explicar:

Um tipo que tem 3 bikes já não é muito normal. Agora um tipo que tem 3 bikes, de marca Kona e de cor verde, só pode mesmo estar no fim da sua plenitude de sanidade mental. O verde deve ter marcado a tua infância. Espero e desejo profundamente que não seja mais um caso de pós-erva. :lol:

Mas votando a essa "snake".

Vou-te ser o mais verdadeiro possível! Eu não a queria para mim! :tretas:

Primeiro porque já não tenho espaço em casa

Segundo porque se já me vejo aflito para andar nas 2 que tenho, fará numa eventual 3ª

E terceiro e por último, não a queria porque não ia tirar o proveito que ela (a cobra) merece e pode transmitir. Além de assumir publicamente que não ia ter unhas para a segurar 8)

Em relação à montagem nada a apontar ou quase nada.

Não sei se já cortaste o tubo da forqueta, mas se não estás à espera do quê?

Outra dúvida olhando para a Jake Snake...um tamanho abaixo não te encaixava melhor?

Por fim só uma questão: Que pressão usas nos pneus? Sendo uma bike "mista" tenho curiosidade em o saber :D

Para terminar: Homem que é Homem e que tem uma "Jake" leva-a para SRP :mrgreen:

Mais uma vez parabéns e o selo :choneh: é teu por natureza :yeah:

Abraço

Josant
 

Alf

Active Member
#20
Alguém acordou com os pés de fora, não foi Josant? :rotfl:

Tão a kona FS do homem não é laranja? Pegam por tudo... Já essas verdes, devem ser primas do Hulk :rotfl: