Espigão - introduzir

#1
1. Ouvi dizer que quando se insere um espigão de selim pela primeira vez num quadro se deve passar uma massa azul específica para isso. E caso não tenha, usar massa consistente. O que acham? No meu caso é espigão de alumínio dentro de quadro de alumínio.

2. Ouvi dizer que não se deve meter um espigão de aço dentro de um quadro de alumínio. Confirmam ou desmentem? Porquê?

Obrigado desde já.
 
#2
Vou deduzir que essa teoria esteja relacionada com as lavagens da bicicleta e respectiva fricção do espigão que promove oxidação do respectivo e pingos de ferrugem para dentro do quadro resultando em contaminação de outros componentes como o eixo pedaleiro... ...é uma teoria rebuscada de facto...

Creio que 90% dos espigões de selim comercializados actualmente sejam em alumínio anodizado que não enferruja. Nunca vi aplicar massa em lojas de reparação e não conheço quem o faça. Volta e meia dou dois borrifos de WD-40 na região do aperto rápido para facilitar a desmontagem e ajuste.

Contudo não estou a dizer que tal prática não é recomendada ou inexistente.
 

Joseelias

Well-Known Member
#3
Sei que no site Retrobike, em que o pessoal recupera muitas bicicletas antigas de Btt é comum haver pessoal a queixar-se que não conseguem retirar o espigão de alumínio de quadros de aço. A explicação que por lá tenho lido é que o alumínio e o aço ficam como que soldados quimicamente e portanto não é fácil de retirar os espigões. Chegam a usar misturas de soda cáustica para corroer o aluminio mas que não afectam o quadro de aço.

Mas para isso acontecer tem que haver quase abandono da bicicleta em que ninguém a use e lhe mexa durante anos ou uma combinação marada de ligas. Sempre tive bicicletas de aço e espigões de alumínio e nunca tive problemas. Por isso, um espigão de aço num quadro de alumínio deve ser semelhante e não vejo razão para haver problemas. O uso de massa consistente poderá ser para criar uma maior protecção.

A massa azul não será para evitar que o espigão deslize para dentro do tubo? Do género daquelas que se usa nos parafusos?
 
#9
Na quarta passada, o Carlos disse que não se devia pôr um espigão de aço num quadro de alumínio, pois pode fazer o quadro estalar na zona de contacto!

Na quinta, tive a mesma conversa com um colega Eng. Mecânico e ele falou sobre um conceito de Pares Galvânicos, que eu não conhecia.

A ideia é que não devemos ter um certo metal em contacto com outro segundo determinadas regras, caso contrário contribuímos para a corrosão do segundo por corrosão electrolítica.

E deu-me a página http://www.preservationscience.com/materials/metals/PGC.html como referência.


PS: Pelo que parece, numa loja disseram-me que já não se fabricam espigões de aço há muitos anos!
 
#10
nao sei se era aco ou ferro, mas ainda ha pouco tempo comprei uma bicicleta de aluminio que trazia um espigao de aço/ferro (e nao estamos a falar de uma bike baratucha ou do continente). E guiador idem. Portanto parece-me um mito urbano.

O antiseize serve pra nao haver fusao dos materiais, pelo que li só se aplica a titanio com aluminio.

Eu uso massa de carbono , nao só impede qualquer problema de o material fundir como com a aplicacao da massa é preciso dar muito menos força no aperto e assim evitar que hajam apertos em excesso, espigoes a escorregar, quadros a rachar. Nao é preciso ser quadro e/ou espigao de carbono pra resultar, pode-se usar em quadros e espigoes de aluminio por exemplo.
 
#11
nao sei se era aco ou ferro, mas ainda ha pouco tempo comprei uma bicicleta de aluminio que trazia um espigao de aço/ferro (e nao estamos a falar de uma bike baratucha ou do continente). E guiador idem. Portanto parece-me um mito urbano.
Basta chegar lá um iman perto e se colar sabes logo que não é aalumínio nem carbono.
 

Joseelias

Well-Known Member
#15
No Btt usam-se dois tipos de liga de aço. O Hi-Tensile normalmente abreviado para Hi-Ten e que é usado nas bicicletas mais baratas, e o Chromoly escrito de diversas formas e usado em bicicletas de gama média até ao topo (quadros de +-1500g) consoante as ligas especificas e variação da espessura interna dos tubos.

Componentes em aço como espigões, guiadores e avanços acho que só há mesmo nas bicicletas mais baratas talvez até às de 250/300€. O que há é componentes em alumínio muito pesados. Possivelmente por serem de ligas ou qualidade de fabrico inferior exageram no material para garantir resistência. Já vi um guiador da Ritchey de gama mais baixa que depois de cortado uns centímetros era quase sólido e de tubo tinha muito pouco.
 
#16
Mais uma acha para a fogueira:
Quem me falou da massa azul disse que fez assim há muitos anos a introduzir o selim no espigão, e que já não se lembra do nome, mas que PARECE PLASTICINA!
 
#17
Há para vários gostos, preços, feitios e nomes: "Assembly Compound" "Liquid Torque" "Fiber Grip" "Carbon Paste" em comum têm o facto de aumentarem a fricção entre duas superficies ao mesmo tempo que isolam as mesmas umas das outras.

Em laranja por exemplo:


Actualmente uso uma da Tacx,que parece uma gelatina com areia:
 
#19
tens razao baralhei-me. periferios ferro e quadro aluminio era a berg de 375€ :cool:
Mas era mesmo ferro, ficou cheio ferrugem e o iman ate colava
O íman também cola no aço. E quanto à ferrugem, só o inoxidável é que não enferruja. Basta pensar que o maior componente do aço é o ferro.

E há vários tipos de aço, consoante a composição e processo de têmpera do mesmo. E daí advém a maior ou menor resistência à ferrugem do não inoxidável!