Ecopista do Dão - a visão de um cicloturista de autonomia

Discussion in 'Crónicas' started by Paratrooper, 9 June 2013.

  1. SeteGu

    SeteGu Active Member

    Mesmo lendo as criticas e compreendendo algumas delas parece-me uma excelente "desculpa" para voltar a pedalar até Viseu.

    Da vez que lá fui fiz desde a Ecopista do Vale do Vouga até Viseu (+/- 80 kms) mas a ecopista em si só existe em cerca de 10... o resto é estradão mas passa-se também pelo centro de BTT de Vouzela que provavelmente terá mais percursos interessantes.
     
  2. jaelenzo

    jaelenzo New Member

    Fiz a ecoposta duas vezes - ida e volta:
    A 1.ª vez fui de roda fina e a 2.ª fui de btt e recomendo a todos que também o façam, independentemente do tipo de bicicleta que tenham à disposição.

    De facto o início em Santa Comba Dão está por terminar (o acesso faz-se por um caminho de terra que de BTT não levanta problema algum, mas de bicicleta de estrada obriga a desmontar) e em Viseu a "passadeira vermelha" acaba sem aviso prévio;
    De facto as guardas no concelho de Viseu (as tais rotundas) são demasiado apertadas e são muito frequentes, limitando em demasia a progressão;
    De facto devemos ter sentido crítico, principalmente quando se trata de avaliar a coisa pública;

    Mas....

    O autor do tópico pinta um quadro que, na minha opinião, não faz justiça ao que é, al final, a ecopista.

    Seja em família ou em modo "ligeirinho", fazer a ecopista do Dão é uma experiência muito compensadora e agradável.
    Até mesmo eu, que tenho a mania que sou contra "ambientes controlados" para a prática de BTT ou ciclismo, dou a mão à palmatória.

    A parte inicial em Santa Comba faz-se de forma espectacular, com o caminho a seguir sobranceiro ao Rio Dão e aos seus penedos graníticos, até começar a entrar naquilo que são os resquícios da floresta autóctone portuguesa, com a pedra escavada em barrancos a guiar o caminho a partir daí, na exacta largueza de um comboio , pouco mais...

    O imaginário do ferroviário antigo vai-se fazendo sentir, dando um sabor muito especial ao passeio: as placas, as passagens de nível, as antigas estações...dum tempo em que o esforço pelo desenvolvimento do país - através de infraestruturas desta natureza - não estava geograficamente tão desequilibrado.

    Com o avançar da coisa começam a chegar os túneis e as grandes pontes: a iluminação indirecta nos túneis é muito cénica, deixando antever aquelas fantasmagóricas paredes em rocha viva e - caramba - olhar cá para baixo nas pontes e vermo-nos a alguns 30 metros acima do telhado das casas, enquanto a bicicleta faz aquela barulho "ferroviário" é qualquer coisa de espectacular.

    Depois há outra coisa: como os comboios não cumprem grandes declives, os 100 kms que há para fazer de ecopista não implicam um acumulado grande, permitindo rodar uma distância grande de forma descontraída e sem grande esforço, ideal para moralizar os outsiders e combater a heresia de não-ciclistas. Resultou na "semi-conversão" da minha cara metade às bicicletas, o que foi óptimo!

    Experimentem, vale a pena!
     
    Last edited: 10 May 2016
  3. SeteGu

    SeteGu Active Member

    Estou a pensar lá ir nas próximas semanas... depois faço aqui o relato.
     
  4. rbrunomarques

    rbrunomarques Member

    Por experiência própria recomendo que é um dia muito bem passado com amigos.
    Fiz a ecopista desde Santa Comba Dão com ida e volta com uma pequena visita por Viseu em bike de btt
    Fomos um grupo de 8 elementos e todos adoramos a ciclovia...paisagens..locomotiva..
    Recomendo fazer sempre St.Comba-Viseu porque depois de Viseu é mais facil...descer até St.Comba

    No final e como éramos de longe(Guimarães) ficou combinado tomar banho num local que arranjamos.(A câmara Municipal também nos facultava um local..mas o email de confirmação chegou tarde ;) )

    Talvez um dia volte a repetir a experiencia ;)

     
  5. lucard

    lucard Member

    Ora, venho eu deixar o meu testemunho como grande frequentador da famosa ciclovia.

    O máximo que já fui, foi Parada de Gonta (tinha compromissos e portanto não progredi mais). Ainda andava ela em construção e eu já andava a "brincar" por lá, lembro-me que ao inicio (viseu) antes de haver aquela estreita ponte, havia uma especie de buraco ao qual eu fazia montado na bike e pensava "YES sou o rei do downhill com a minha bike do pingo doce" e o meu pai (medroso) fazia com ela à mão. Desde o primeiro dia que andei lá e tinha as barreiras (famosas rotundas) que as odiei. Acho que tão mal feitas, mal colocadas etc... MAS. há pelo menos 1 ou 2 que fazem sentido que assim o sejam, pois, não sabem mas havia muita malta que passava à campeão e levava uma cacetada de algum carro que fosse a passar (caso do cruzamento de orgens) Eu sempre que passo por lá (raramente) faço questão de desmontar da bike, apesar de facilmente passar.

    Tirando essa e uma outra, podiam ser todas retiradas por um outro sistema que fizesse a malta abrandar, mas sem ser preciso fazer ginástica e correr o risco de ir com a tromba ao chão (como é feito antes da chegada a torredeita, uma lomba e uns ferros para impedir os carros de entrarem e a malta de sair a todo gas).

    Obviamente, eu prefiro partir as pernas a fazer uma subida logo à direita antes da tal ponte estreita e evitar todas as barreiras (só apanho a barreira de figueiró). Mas compreendo que o Paizinho que quer levar o filhote a andar num passeio se vê grego com estas barreiras, mas todo o Pai quer segurança e, tal como disse antes, algumas são para segurança, apesar de mal feitas.

    SeteGu, tal como já tinhamos falado, irei acompanhar-te ou de Viseu para SCD ou de SCD Viseu. de SCD - Viseu levas com as barreiras que te lixas, no sentido oposto tenho caminho alternativo.
     
  6. CarlosSilva

    CarlosSilva New Member

    Enquanto utilizador de um tandem, penso que essas ciclo-rotundas devem ser muito chatas de facto.
     

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