Crónicas de um Bravo do Pelotão por Terras Helvéticas

AFP70

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@davidream,
Obrigado por seguires e comentares :).
Pelas Terras Helvéticas a sinalética (sim, mesmo no monte e/ou na alta montanha) é que manda, isto é, se porventura estiver indicado à entrada de um trilho que é proibido a bicicletas, acredita que se passares por caminheiros vais ter as bocas do costume, chamadas de atenção e não fiques surpreendido se no final do trilho um agente da autoridade estiver à tua espera. Esta malta assim como a grande maioria dos Suiços adotou a autovigilância em todos os aspetos da sociedade (poderia aqui relatar situações presenciadas, que não lembram ao Diabo), ou seja, todos vigiamos todos e acredita que o sistema funciona e como latino moderado que sou, o sistema até que não é assim tão mau e evita-se o chico espertismo tão característico de muitos povos ;) (não vou mencionar países…).
Se porventura utilizasse a “buzina oral” da forma como mencionas, acredita que era capaz de me encontrar com um processo às costas por ter ultrapassado os decibéis autorizados por lei :).
Quanto ao retrovisor, pareceu-me uma boa ideia, veremos quanto tempo vai durar e se cumpre a função. Darei notícias a seu tempo em função dos trilhos percorridos.

@Pedro Barradas,
Obrigado por comentares neste tópico em particular e pela dedicação ao Fórum BTT em geral.
Tu e mais alguns que não vou mencionar (mas eles sabem quem são ;)) são os verdadeiros dinamizadores deste espaço.
Sem a vossa participação, este espaço já há muito teria passado de moribundo a defunto :). Aliás basta ver a quantidade de posts abertos e respondidos durante este período de confinamento. Admiro a vossa paciência e o vosso envolvimento.
Um grande bem-haja a ti e aos como tu que por aqui chamamos de “vieux de la vielle” (*)

@moshinho,
Obrigado por seguires e comentares ;).
A tua ausência fez-se sentir companheiro.
Espero que esteja tudo bem contigo e que voltes a cronicar e/ou comentar como no passado.
Como reparas, já muita gente deu por findo este espaço, mas graças à carolice de muitos, a morte anunciada ainda não é para já :) e ainda bem…
Andar de bicla é daquelas coisas que não se esquece (é o que dizem, a não ser que um tipo sofra de alzheimer), portanto toca a bombar ;).

@Pedro Barradas,
A campainha comprada foi o modelo Elops 500 Mini que só existe em cromado. O modelo Elops 100 universal existe realmente em preto e quando este for à vida (segundo opiniões no site, daqui a 4, 5 meses), será esta a minha próxima aquisição (ainda por cima dá para desmontar a cabeça).
Terei todo o gosto em pedalar contigo ou qualquer outro user do FBTT que por aqui passe. Basta que me avisem atempadamente e qual a zona pretendida (tanto podemos andar aos 500 mts ou perto dos 3’000 mts de altitude, tenho o “embarra du choix”).
Para vosso gáudio, acabei esta semana de catalogar cerca de 25 voltas novas do famoso grupo dos malucos da alta montanha, que pretendo efetuar em função da meteorologia. Este ano, a coisa promete :).

Aquele abraço para todos e que a vontade nunca vos falte,
Alexandre Pereira

(*) Para o Pedro Barradas ;) e todos aqueles que tiveram dificuldade a entender a expressão “vieux de la vieille”.

Significado em francês da expressão:
Cette expression du milieu du XIXe siècle fait référence à la garde impériale de Napoléon qui "meurt, mais ne se rend pas". Il s'agit en fait "des vieux soldats de la garde impériale". En effet, il était toujours considéré comme un honneur pour les vieux soldats d'avoir fait partie de cette armée. L'expression apparaît pour la première fois en 1847 dans le roman de Balzac "Le cousin Pons". Depuis, on qualifie une personne de "vieux de la vieille" lorsqu'elle a beaucoup d'expérience et que cela lui confère un honneur particulier.

Tradução em português segundo www.deepl.com:
Esta expressão de meados do século XIX refere-se à guarda imperial de Napoleão que "morreu, mas não se rendeu". Na verdade, são "velhos soldados da guarda imperial". Com efeito, foi sempre considerado uma honra para os antigos soldados terem feito parte deste exército. A expressão aparece pela primeira vez em 1847 no romance "Le cousin Pons", de Balzac. Desde então, uma pessoa é chamada de "vieux de la vieille" quando tem muita experiência e isso dá-lhe uma honra especial. :)
 

AFP70

Well-Known Member
Aquilo que as pessoas pensam a teu respeito ;)

Se trabalhas 12 horas por dia: não vives
9 horas: Não vais ter nada na vida
4 horas: Vida boa! Malandro!
Se não trabalhas: És um parasita da sociedade
Se tens 2 trabalhos: Andas a roubar o lugar a quem precisa
Se és empresário: Explorador!
Se és funcionário de empresa: Não vais ter nada na vida uma vez que passas o teu tempo a enriquecer o patrão
Se és funcionário público: Não fazes nada. Vida boa!
Se pagas renda: Deitas dinheiro fora
Se tens casa própria: Vais passar a vida inteira a pagar a casa
Se tens carro: Ridículo. Devias comprar uma casa
Se não tens carro: Como é possível viver sem carro?
Se viajas: Com cartão de crédito ou dinheiro emprestado qualquer um vai
Se não viajas: Não sabes aproveitar a vida
Se ficas em casa: És ou estás deprimido, és antissocial...
Se sais de casa: Só pensas em festa
Se publicas algo nas redes sociais: Só queres aparecer
Se não publicas nada: Tens uma vida de merda, desinteressante
Se estás sozinho: És um encalhado
Se estás num relacionamento: Se aceitarmos traições, qualquer relacionamento dura
Se és gordo: Demasiado gordo. Não sabes cuidar de ti
Se és magro: Demasiado magro. Não sabes cuidar de ti
Se és musculado: Não fazes mais nada da vida ou tomas “bombas”
Se falas a verdade: Tens mau feitio. És mal-educado!
Se és educado: És um falso

Nada do que fizeres vai agradar a todos.
Então faz o que for melhor ou mais acertado para ti sem te preocupares com a opinião alheia!

- Autor desconhecido - Adaptação QB
 

AFP70

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Quem subir ao “Mont Brûlé”, não se queima de certeza…

Com esta cena do COVID-19 em curso, deu-me para fugir ou evitar os aglomerados de pessoas, pelo que agora, em vez de rolar ao fim de semana, rolo à semana, isto porque há muito menos gente nos comboios e autocarros.

Esta terça feira, fui rolar e mais uma vez a escolha, como não podia deixar de ser :), recaiu sobre uma volta dos famosos “grandes malucos”.

Confesso que após esta volta (as fotos falarão por si) fiquei na dúvida quem é mais maluco, se eles, com biclas adequadas, equipamento de proteção e técnica ou eu, por tentar plagiá-los, mas sem a bicla, o equipamento e sobretudo as unhas para tocar guitarra “comme il se doit” ;).

Miguel Esteves Cardoso escreveu uma coisa interessante (sempre subjetivo, vale o que vale), “Viver é um favor que não se sabe quando acaba - nem como pagar - mas que se sabe, logo à partida, que vai acabar antes de nos apetecer. Todos os dias sinto que foi mais um dia que me foi dado e, ao mesmo tempo, mais um dia que me foi subtraído, que jamais hei-de recuperar”.

Pois bem, neste momento, atravesso uma fase no que toca ao BTT, que me recomenda d’efetuar voltas que saiam “des sentiers battus” e que sobretudo, motivem a maioria dos leitores (as) a amarem esta atividade, esta natureza, este mundo e sobretudo a ultrapassarem-se.
Acreditem, como em tudo na vida, o limite está apenas na nossa cabeça!

A volta principiou por uma viagem de quase 3h00 entre comboios (3) e autocarros (1) até chegar ao ponto de partida, neste caso, “Bourg-Saint-Pierre” a 1’622 mts de altitude.

Iniciei a volta propriamente dita pelas 10h00 da manhã, sendo o objetivo principal do dia atingir a “Cabane du Col de Mille” a 2’473 mts. O dia não podia estar melhor, estava calor Q.B, mas corria uma brisa que ajudava bastante.

Quando desenhei o track com base nas informações do dito grupo, sabia que ia ser duro, apenas não fazia ideia que ia ser assim tão duro :).

Basicamente a volta resume-se a 18 kms a subir e restantes 19 kms a descer. Esta volta caracteriza-se sobretudo por conter quase 40% de singles de caminheiros, a subir, a descer, um mimo mesmo. Em muitas zonas a adrenalina esteve ao rubro e em muitas ocasiões sobretudo a descer, estive para malhar, isto porque um gajo “se laisse aller” e quando dá por ela vai confiante e não seguro ;).

Na 3ª foto do primeiro bloco de 20, post 965, aos 1’990 mts fui ultrapassado por essa senhora de elétrica. Passados 10 metros parou e puxou conversa enquanto dava meia volta. Como já referido em crónicas anteriores, só tenho jeito para atrair mulheres maduras, muito maduras mesmo :p, neste caso, esta tinha 65 anos. Explicou-me que a bicla pesava 23 kgs e que neste preciso local, dava meia volta porque a partir daí a erva nas bermas estava muito alta e que nas curvas não conseguia detetar a presença de carros (perigo). Para além disso, recentemente tinha dado uma queda a descer mais acima do ponto onde nos encontrávamos e por uma qualquer razão sem explicação plausível ficou com vertigens quando tem de rolar em trilhos de caminheiros.

Confesso que se chegar até à “Cabane du Col de Mille” já por si é duro, a cereja “on the cake” é em menos de 1’000 mts de distância, subir 100 mts de desnível até atingir o “Mont Brûlé” e os seus 2’572 mts.

Quando cheguei lá acima (ver 9ª foto do segundo bloco de 20, post 966), encontrei duas caminheiras que tinha cruzado 4 kms atrás e por sinal boas conversadoras, vai daí toca a “dar à língua” por mais 40 minutos. Quando olhei para o relógio, eram quase 17h00 e ainda tinha de descer 19 kms em singles “manhosos”, com declives malucos :).

Quando cheguei à estação de comboios de “Sembrancher” a 718 mts, eram 19h15. Apanhei o comboio das 19h30 e cheguei a casa pelas 21h10. Como ainda era de dia, consegui safar-me do rolo da massa ;).

Dados da volta
- Altitude máxima – 2’572 mts
- Altitude mínima – 718 mts
- Acumulado de subida – 1’237 mts
- Acumulado de descida – 1’854 mts
- N°total de Kms – 37 kms

Eis parte dos registos do dia 20 fotos + 20 fotos no post seguinte.









































Continua a seguir no post 966...
 
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AFP70

Well-Known Member
Quem subir ao “Mont Brûlé”, não se queima de certeza…

Continuação do post 965…










































A meio da descida, o meu Garmin Edge 800 adquirido em 2012, deu sinal de bateria fraca ao fim de 7 horas em continuo. Mesmo assim ainda aguentou mais 1 hora até “he passed away”:eek:.

Quando isso aconteceu estava no meio de uma floresta sem qualquer ponto de referência para que lado seguir. A minha sorte foi que dias antes tinha instalado o Google Earth no Iphone e por medida de precaução (back-up numa eventualidade) tinha descarregado o track e lá consegui desenrascar (saber onde estava). Agora imaginem se estivesse numa zona sem rede, se calhar a esta hora ainda por lá andava :).

De maneira a não ter de passar por isto novamente (sensação muito esquisita, mesmo, a de estar perdido), encomendei hoje um Garmin Edge 1030 Plus que venho a namorar há quase um ano.

Para além de todas as funções que não vou utilizar (reconheço que sou um “cro-magnon” da idade da pedra ;)), o que me conduziu à compra foi sobretudo:
- A autonomia de 24h a 48h em continuo
- A função regresso ao início (O Edge 1030 Plus é suficientemente inteligente para o redirecionar de volta ao início, caso se desvie ou decida voltar para casa mais cedo)
- A função livetrack (Utilize o LiveTrack para que os seus amigos e familiares o acompanhem em tempo real e vejam todo o seu percurso pré-planeado. Esteja descansado sabendo que os seus entes queridos sabem exatamente onde está a pedalar.)

Mais informações para quem desejar em: https://buy.garmin.com/pt-PT/ES/p/704417
Confirmo que a Garmin não faz parte dos meus patrocinadores OK :).

“En guise de conclusion”, termino com esta tirada do Agostinho Silva “Lembrai-vos de viver antes de quererdes saber o para quê; e verificareis que, tendo vivido, a pergunta deixa de ter sobre vós o seu peso terrível”.

Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

Alexandre Pereira
Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…
 
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davidream

Well-Known Member
bOAS!
Como sempre paisagens de fazer cobiça!!
Esses trilhos até acendem luzes no cérebro de Bttista que há em nós!:D
Parabéns Alex, mais um relato e volta fantástica.
 

Pedro Barradas

Well-Known Member
Aí sobe-se mas está fresquinho, eu gosto do fresquinho... isto aqui agora nem se pode, pelo menos para mim, nem pensar 34- 38ºC... chiça... calor, vento, pó... seco, terreno duro. não me motiva.
 

AFP70

Well-Known Member
Como transformar o seu iPhone num GPS…

Boa tarde ao Fórum,

Na crónica anterior (post 965 e 966), manifestei ter tido problemas com o meu GPS, isto é, ao fim de oito horas de utilização em continuo, morreu :).

A sorte foi ter comigo o meu iPhone que tinha o mesmo ficheiro instalado na aplicação Google Earth, conseguindo desta forma saber onde me encontrava.

Claro está que estes dois equipamentos (iPhone e GPS) são completamente diferentes, quer na utilização, quer nas funcionalidades e não se substituem um ao outro; quanto muito, o iPhone pode ser neste caso, um complemento, um back-up.

Para os mais desprevenidos e/ou desatentos, o iPhone só poderá funcionar como GPS, somente, se tiver rede ;) e pacote de dados em quantidade suficiente.
A partir do momento que voltam a ter rede e ativarem a geolocalização na aplicação (ver ponto 9 do guia), conseguem saber onde se encontram.

Uma vez que esta situação (ficar sem bateria no GPS) pode fazer com que o companheiro (a), se sinta perdido, lembrei-me de criar este pequeno guia sobre como transformar o seu iPhone num GPS assim como outras funções da aplicação Google Earth para telemóveis.

Já que passo 92% da minha existência nas Terras Helvéticas, os menus da aplicação Google Earth, encontram-se em francês. Desde já apresento as minhas desculpas para os menos entendidos na língua de Molière.

Posso confirmar que funciona no iPhone 11 (+recente) e iPhone 5 (+antigo), portanto, também deve funcionar em todos os outros iPhones intermédios :). Desconheço se a aplicação Google Earth se consegue também instalar em Samsungs e/ou outras marcas.

Confirmo que a Apple não faz parte dos meus patrocinadores OK ;).

Como transformar o seu iPhone num GPS



















Cumprimentos betetistas e até uma próxima crónica…

Alexandre Pereira
Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…
 
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AFP70

Well-Known Member
Passados 8 anos, consegui saber o que se encontrava do outro lado da “Cabane de la Tourche”…

Mais uma terça feira, mais uma volta :). Desta vez resolvi “castigar o corpo” e repetir uma volta realizada em solitário, em novembro 2012 com a minha antiga Mérida. Para os que se questionam, mas não perguntam ;), por onde andará esta minha amiga, pois fiquem sabendo que é uma presença constante no meu “harém bicliano”.

Ao longo destes 8 anos, repeti a aventura por duas vezes e acompanhado, mas infelizmente nunca atingi o objetivo.

Na primeira incursão fui com mais um companheiro e pelos 1’600 mts, abortamos, não muito longe da “Buvette des Martinaux”. Estávamos apenas a 100 mts, “but we did not know” :).
Aqui ficou provado mais uma vez que a copofonia na noite anterior não se coaduna com o BTT no dia seguinte.

Na segunda vez fui acompanhado de 2 companheiros e pelos 1’910 mts, abortamos, não muito longe do local indicado na foto 12.
Com temperaturas acima dos 30°C, um dos companheiros lembrou-se nesse dia de “tirar os três” à sua nova amante. Digamos que essa cabra não tinha sido feita para “climbar”, mas mais para a descida. Via-se que o homem tinha uma vontade de ferro, mas estava há demasiado tempo em sofrimento, pelo que nesse local ficou completamente branco e por pouco não tínhamos de lhe fazer respiração boca-a-boca.
Por vezes, o corpo mostra-nos que ter uma mente forte não chega ;).

A volta inicia em “Saint-Maurice” a 425 mts e daí subimos até aos 2’195 mts para atingirmos a “Cabane de la Tourche” e finalmente descemos até “Collonges” a 450 mts.

Esta volta caracteriza-se por no início da subida que nos conduz de Lavey-les-Bains a Morcles, termos curvas numeradas de 29 a 1 (ver foto 6), em que passamos dos 475 mts aos 1’150 mts, ou seja 675 mts (+) em cerca de 4,8 kms :eek:.
Deixo-vos imaginar a força mental necessária para ir pedalando :). Claro está que isto é apenas um “amuse-bouche” para o que vem a seguir.

As Terras Helvéticas são fantásticas no que toca ao clima, neste caso, durante os sete dias da semana chuvosos, esta terça feira, como por milagre, era o único dia de sol ;). As fotos falam por si.

Dados da volta
- Altitude máxima – 2’195 mts
- Altitude mínima – 410 mts
- Acumulado de subida – 1’767 mts em apenas 16 kms :eek:
- N° total de Kms – 41,5 kms

Eis parte dos registos do dia, 20 fotos + 20 fotos no post seguinte.









































Continua a seguir no post 972...
 
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AFP70

Well-Known Member
Passados 8 anos, consegui saber o que se encontrava do outro lado da “Cabane de la Tourche”…

Continuação do post 970…










































Mais uma vez o GPS me abandonou, tal como da outra vez, somente aguentou 08h00 de enfiada. Fiquem descansados, acabei de receber hoje o novo (a estudar nos próximos dias).
Tenho plena consciência que esta volta durou 1h30 a mais, isto porque durante o percurso parei 3 vezes (+/- 30 min. cada) para conversar com pessoas que ia encontrando aqui e além. É a minha sina :), mas esta malta da montanha é gente boa e adora conversar, partilhar emoções, etc…
É por isso que sempre que possível, gosto de andar só, sai-se sempre mais rico.

Por ser demasiada “biolenta”, penso que esta foi a última vez que realizei esta volta. Basta ver, que ao longo da mesma, apenas encontrei 6 betetistas que se deslocavam todos em BAE (bicicleta com assistência elétrica), a não confundir em inglês “palavra utilizada na gíria inglesa para se referir a boyfriend e girlfriend. Bae é um termo relativamente novo e odiado por muitos, cujo significado é namorado, namorada ou qualquer pessoa pela qual você tenha um certo interesse amoroso.

Termino esta crónica, parafraseando o poeta irlandês Seamus Heaney “Qualquer pessoa com bom senso e uma mente perspicaz irá tomar a medida de duas coisas: o que é dito e o que é feito” ;).

Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

Alexandre Pereira
Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…
 

moshinho

Active Member
Fico estupefacto com as fotos e o percurso!
Começo a imaginar-me nesses caminhos e a apreciar ao vivo essa natureza...depois acordo para a vida e acredito que no fim da primeira subida estava "mortinho"...com bae ou sem bae!
 

AFP70

Well-Known Member
@moshinho,
Obrigado por comentar e seguir :).
O prazer que uma volta nos proporciona não se encontra enquanto realizamos a própria volta, mas sim, n’aquilo que projetamos quando idealizamos essa mesma volta.
Parafraseando Louis Céline “A maior parte das pessoas morre apenas no último momento; outras começam a morrer e a ocupar-se da morte vinte anos antes, e às vezes até mais.”

Cumprimentos,
Alexandre Pereira
 

Daemon

Active Member
Fico estupefacto com as fotos e o percurso!
Começo a imaginar-me nesses caminhos e a apreciar ao vivo essa natureza...depois acordo para a vida e acredito que no fim da primeira subida estava "mortinho"...com bae ou sem bae!
Partilho da opinião... os trilhos e paisagens são de ficar sem folego. Mas os números apresentados não parecem ser para as minhas pernas :D

Mas "sonho" um dia poder fazer uma aventura por montanhas assim... distantes, magnificas, e incrivelmente sem fim!

Dos melhores tópicos do fórum ;)
 

AFP70

Well-Known Member
@Daemon,
Obrigado por seguir e comentar :).
Assim como a Lua está para a Terra assim deve ser considerado este tópico, isto é, apenas um satélite que gravita em torno do Fórum BTT ;).
Acredito que se um homem sonha pequeno, vive pequeno, limita-se e morre pequeno, portanto nunca deixe de sonhar e alimentar o seu sonho de aventuras, pois como dizia o MEC “Os melhores sonhos de todos são aqueles que nos põem a pensar e a mexer. Os únicos sonhos de que vale a pena falar são os que não nos deixam dormir.”

Abç,
Alexandre Pereira
 

AFP70

Well-Known Member
“Rota das laranjas 2008”, reloaded…

Acabei de regressar de duas semanas passadas nas Terras Lusas, pelo que no último sábado efetuei com mais nove companheiros a famosa “Rota das Laranjas 2008, versão reloaded”.

O track foi proposto, como não podia deixar de ser, pelo amigo Pereira e acompanharam-me nesta volta ainda os seguintes companheiros, Barros, Pedro, Filipe, Adilson, Alessandro, Eduardo, Bruno e Ettore.

O companheiro Pedro encarregou-se da parte mais importante da volta, isto é, a que toca à reposição dos sais minerais e não só, no final da volta :).

Uma vez que por norma nas Terras Helvéticas, rolo em solitário, constatei que as e-bikes estão a ganhar cada vez mais adeptos, isto porque nesta volta éramos 10 “riders” e 50% rolou em bike elétrica ;).

Pessoalmente acho que as e-bikes (electric bikes) estão para as l-bikes (leg bikes) como o cigarro está para o charuto, embora ambos façam fumo, são prazeres totalmente diferentes. Corrijam-me se estiver errado, mas penso que 38 kms “cheira a pouco” para um detentor de elétrica :).

Neste momento e sem entrar em detalhes, prefiro fugir das e-bikes, tal como o diabo foge da água benta, isto porque a “minha e-bike” ainda não foi desenhada, mas tenho fé e paciência que o mercado acabará por evoluir no sentido do meu desejo ;).

A volta arrancou em Amares a 99 mts e o objetivo principal do dia era atingir a Capela de São Pedro de Fins a 561 mts. Esteve calor, aliás, este foi uma constante, com temperaturas a meio da manhã superiores a 35°C.

Se a minha memória não me trai, a última vez que realizei esta volta foi em 2012 e “in situ”, em pelo menos duas zonas (ver fotos) a vegetação tomou conta dos trilhos e tivemos bastante dificuldade em progredir; mas como dizia alguém, uma boa volta no Norte, tem de deixar cicatrizes “silvares e matosas” :).

Dados da volta
- Altitude máxima – 561 mts
- Altitude mínima – 99 mts
- Acumulado de subida – 1’015 mts
- N° total de Kms – 38 kms

Eis parte dos registos do dia, 20 fotos + 20 fotos no post seguinte.









































Continua a seguir no post 978...
 
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AFP70

Well-Known Member
“Rota das laranjas 2008”, reloaded…

Continuação do post 977…










































Antes de terminar esta crónica, quero aqui deixar publicamente registado o meu pedido de desculpas ao user davidream, pois não “tugi nem mugi” em relação a uma eventual saída em grupo aquando da minha estadia. Desculpa amigo, mas desta vez, o tempo foi mesmo curto, mas acredita, passei as melhores férias Lusas dos últimos anos!

Quero também aqui deixar por escrito o meu sincero agradecimento a todos os companheiros que comigo rolaram e partilharam um pouco do seu tempo. Continuem assim, unidos, pois o caminho faz-se caminhando!

Nestes tempos conturbados em que vivemos, penso que este grupo ainda tem margem de manobra para crescer até aos 20 elementos :), já que a Resolução do Conselho de Ministros n.º 40-A/2020, Artigo 12.º, menciona o seguinte “Limitação ou condicionamento de acesso, circulação ou permanência de pessoas em espaços frequentados pelo público, bem como dispersão das concentrações superiores a 20 pessoas, salvo se pertencerem ao mesmo agregado familiar, sem prejuízo das limitações especiais aplicáveis à Área Metropolitana de Lisboa”.

Termino esta crónica com uma bela tirada do Mia Couto que resume um pouco o estado de espírito dos que como eu, optaram pela deslocalização “Quem parte treme, quem regressa teme. Tem-se medo de se ter sido vencido pelo Tempo, medo de que a ausência tenha devorado as lembranças. A saudade é um morcego cego que falhou fruto e mordeu a noite”.

Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

Alexandre Pereira
Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…