Crónicas de um Bravo do Pelotão por Terras Helvéticas

AFP70

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Boa tarde ao Fórum,

Hoje e penso que pela última vez, realizei uma das minhas voltas treino, neste caso a N°2, com cerca de 46 kms. Não sei o que se passa comigo, isto porque consegui retirar 20 min ao melhor tempo :).

Como podem constatar numa das fotos, já não há neve aos 1’700 mts, pelo que penso que nas próximas semanas irei pedalar por essas altitudes.

A partir de junho, julgo que já poderei regressar aos palcos acima dos 2’000 mts.

Durante o confinamento, descobri um site aqui nas Terras Helvéticas dum “indibiduo” duro, mas dos duros mesmo, daqueles que não brincam em serviço, que realiza voltas extremas nas zonas do “Valais”, meu quintal de eleição.

Meti na cabeça que este ano tinha de realizar umas quantas voltas “crazys”, portanto vou tentar repetir logo que possível as voltas desse senhor, a ver vamos o que vai dar ;).

Hoje, apenas tirei 4 fotos, sobretudo por causa dos grilos, cigarras e outros insetos barulhentos que se ouviam nos campos atravessados.

Cumprimentos betetistas e até uma próxima crónica…

Alexandre Pereira
Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…



 

AFP70

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Sete anos após, regressei não ao Tibete mas ao “Mont Tendre”…

A ânsia era tanta que não resisti ontem a rolar acima dos 1’500 mts.

Quem for à página 23 deste tópico e ler o post 442, constatará que em novembro 2013 subi ao “Mont Tendre” na companhia do amigo Pereira que na altura resolveu dar cá um salto com o único intuito de pedalar :).

Embora o trajeto de subida até ao topo, seja o mesmo, daí para a frente criei uma nova alternativa muito mais interessante pois composta por um longo “single”.

Para quem desejar repetir esta volta são cerca de 15 kms sempre a subir ;).

Uma vez que antigamente hospedava as fotos no Tinypic e como este “foi à vida”, acontece que a crónica não mostra fotos, aliás, por causa desse problema, as primeiras 35 páginas deste tópico não apresentam fotos.

Por experiência acumulada ao longo destes quase 10 anos neste espaço, sei que a grande maioria dos users (as) deste tópico, pode passar sem os meus textos, mas não sei se “aguenta” sem as fotos :).

Dados da volta
- Altitude máxima – 1’680 mts
- Altitude mínima – 689 mts
- N°total de Kms – 33,5 kms
- Acumulado de subida – 1’100 mts

Eis parte dos registos do dia, 20 fotos + 20 fotos no post seguinte.









































Continua a seguir no post 944...
 

AFP70

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Sete anos após, regressei não ao Tibete mas ao “Mont Tendre”…

Continuação do post 943…










































Como repararam numa das fotos, o meu quintal d’eleição para a brincadeira (Valais), ainda se encontra com muita neve acima dos 2’000 mts, pelo que deverei aguardar ainda mais 2 a 3 semanas antes de me aventurar. Tenham paciência, please :)!

Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

Alexandre Pereira
Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…
 
Foram necessários 8 anos para conseguir atingir o “Kuklos”…

Em posts anteriores mencionei ter encontrado na net um grupo de “grandes malucos” que gosta de colocar os nervos à prova e testar as nossas unhas para o toque da guitarra. Assim sendo, lancei-me o desafio de repetir este ano algumas das suas 30 voltas catalogadas.

Eis, pois, a primeira volta realizada esta terça-feira, que me permitiu quase 8 anos após (02.06.2012), atingir o “Restaurante Kuklos” a 2’048 mts. Para quem desconhece, este restaurante executa uma volta completa (360°) em 1h30 enquanto metemos algo na barriga.

O restaurante só abre em Junho, azar :).

Arranquei de “Leysin” pelas 09h30 isto após uma viagem (2 comboios) de 1h30 (aquilo que um gajo não faz por amor ;)).

Na terceira foto deste post, podem ver o “bichinho” que tive o prazer de ver aterrar a cerca de 50 metros. Em conversa com o piloto, este informou-me que pode levantar cerca de 2’700 Kgs e que o facto das hélices estarem colocadas na diagonal em vez da horizontal se deve ao tamanho destas. O modelo é um Kaman K-Max K-1200, que consome 320 Lts/hora de querosene. É um dos poucos helicópteros, capaz de transportar uma carga superior ao seu próprio peso de 2’300 kgs.

Quando agendei a volta, tinha programado antes de subir ao “Kuklos”, subir ao monte oposto (ver foto 18 deste post) a 2’204 mts, isto porque o grupo de malucos tem outra volta na zona (ver foto 17) e queria ver o que me aguardava do outro lado do monte. Penso que facilmente compreenderão porque não tentei sequer subir e se eventualmente no futuro for atacado pelo vírus da comichão, lá terei que cá regressar, de preferência acompanhado :).

Como constatam pelas fotos, o dia não podia estar melhor, com temperaturas de +/- 20°C.

Esta volta está catalogada no grupo como sendo Enduro e com um grau de dificuldade de 3 em 5. No início da segunda parte (descida) compreenderão melhor, assim como eu, o que isto quer dizer ;).

No que me toca, sempre defendi que praticar BTT é sempre que possível em cima dela e por vezes ao lado ou ainda às costas. Nesta volta em muitas ocasiões da descida, não tenho vergonha de afirmar que passei mais tempo ao lado do que em cima :).

Acreditem que em alta montanha e em trilhos mais complicados, satisfazer o “EGO” deixa de ter qualquer sentido ;).

Na sexta foto a contar do fim do post seguinte (946), enquanto tentava domar o GPS a 1’523 mts, pois não conseguia acertar no caminho a seguir, encontrei um homem fantástico de seu nome Jean-Marie. Conversa puxa conversa e durante cerca de 30 minutos, acabamos por filosofar sobre a vida, a morte, o cosmos, a energia. Realmente daqueles encontros que nos deixam marcas e que nos fazem acreditar que nesta vida, nada acontece por acaso :).

Este senhor para além de ser um bom conversador, é o responsável de uma associação de inserção de jovens em dificuldade (delinquentes), isto é, em vez de cumprirem as penas na prisão, o estado envia-os para a montanha por um período no mínimo de 6 meses, de maneira a que ganhem novos hábitos e aprendam a viver em total simplicidade (sem água corrente, sem luz, sem televisão, sem telemóvel, etc…). Durante esse tempo, realizam tarefas manuais, isto é, cortar lenha, cortar erva, cuidar de vacas, etc…

Dados da volta
- Altitude máxima – 2’048 mts
- Altitude mínima – 399 mts
- Acumulado de subida – 784 mts em apenas 7 kms ;)
- Acumulado de descida – 1’778 mts

- N°total de Kms – 25 Kms até "Aigle".
Como achei pouco :), efetuei mais 10 kms em luta contra o vento e acabei por apanhar o comboio em "Villeneuve".

Eis parte dos registos do dia, 20 fotos + 20 fotos no post seguinte.









































Continua a seguir no post 946...
 
Foram necessários 8 anos para conseguir atingir o “Kuklos”…

Continuação do post 945…










































Termino esta crónica com uma tirada do Hermann Hesse “Só há felicidade se não exigirmos nada do amanhã e aceitarmos do hoje, com gratidão, o que nos trouxer. A hora mágica chega sempre.”

Em verdade em verdade vos digo ;), a minha hora mágica chegou vai para quase 10 anos, quando me desalapei das Terras Lusas e assentei arraiais nestes montes, montanhas e vales Helvéticos.

Cumprimentos betetistas e até à próxima crónica…

Alexandre Pereira
Um Bravo do Pelotão, neste caso sem…
 

AFP70

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@MHenriques,
Obrigado por seguir e comentar.
Enquanto houver vontade, haverá partilha, é como no amor, para alimentar e avivar a chama temos de ir acrescentando combustível. Claro está que sem comburente, a chama não desperta sequer :).
A minha receita para ser feliz é viver cada dia como se fosse o último e sobretudo viver a vida de uma forma muito simples, sem grandes “chichis” ;).

@Pedro Barradas,
Aleluia! Julguei que ninguém ia reparar nesse detalhe. Tens olho Pedro :).
Penso que o desenho foi esboçado a partir de 3 pontos negros, mas um pelo menos foi o ponto de partida (aux lecteurs de découvrir lequel, but it’s obvious).
Desde o início dos tempos, a dicotomia entre o sagrado e o profano sempre existiu e sempre existirá, “that’s the way it is” ;).
Como reparas, o desenho está no exterior da porta, pelo que julgo que terá sido um presente feito por um “ex-colocataire” ao Jean-Marie enquanto este se deleitava nos braços de Morfeu.

Pequeno aparte, como não há luz na casa, a foto foi tirada com a ajuda do flash do equipamento, pelo que na altura estava escuro e nem sequer me apercebi desse pormenor, só mesmo quando descarreguei as fotos :D.
 

AFP70

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@mack1, @smcarvalho, @Skatanic,
Obrigado por seguirem e comentarem.

Compreendo que alguns possam considerar estas crónicas muito prolixas e reconheço que por vezes me excedo na vontade de partilhar o que me perpassa pela alma e vai daí não consigo parar os “fingers” de teclar :).

Bem sei que nesta época de FBs, Instas e outros tantos, as pessoas ligam mais a uma foto do que a um texto, “ma foi, c’est comme ça et il faut vivre avec” ;).

Reconheço que de sintético não tenho nada e para compensar este defeito, recorro às fotos em quantidade suficiente que permitam ao leitor/leitora, viver a aventura como se fosse ele/ela o/a protagonista :).

Tal como disse e bem Vergílio Ferreira “Não mudamos com a idade na estrutura do que somos. Apenas, como na música, somo-lo noutro tom.” ;).

Aquele abraço e continuem a seguir,
Alexandre Pereira
 
Boa tarde ao Forum,

Chegou-me às mãos ontem este pequeno texto (versão original) e não resisti a partilhá-lo convosco.
Espero que se deleitem e sorriam, pois como diz o povo “contra factos não há argumentos” :).
Penso que é por tudo isto que a grande maioria dos “deslocalizados” regressam às Terras Lusas, ano após ano, mas sobretudo é por tudo isto que Portugal é considerado um “must” na cena turística internacional.
Para todos aqueles que não estão familiarizados com a língua de Shakespeare, encontram no post seguinte (955) uma tradução instantânea (+/-) obtida via o tradutor www.deepl.com .

Cumprimentos,
Alexandre Pereira



What is to be PORTUGUESE???
By Rui Leite on LinkedIn

We may not have the organization of the Swiss, the rigor of the Germans, the cleanliness of the Austrians, the punctuality of the British, the meticulousness of the French, the pride of the Spaniards or the wealth of the Scandinavians, but that we are a much more friendly and warm people than this all that, I have no doubts. And that's what Portuguese is. Being Portuguese means being a lot.

Being Portuguese means asking the neighbour for a bunch of salsa and staying there for half an hour talking. Being Portuguese means talking loudly on the street and in restaurants without noticing. To be Portuguese is to have the best football player in the world and not to like him very much until someone outside criticizes. To be Portuguese is to have the hot blood cooled by a dictatorship at the gill. To be Portuguese is to have poetry of revolution and do it without violence and with a clove in hand. Being Portuguese means eating chorizo roasted in the fireplace with more pleasure than going to the gourmet restaurant. To be Portuguese is to revolt when we are told that the limit goes from 0.5 to 0.2, because to be Portuguese is to drink wine, beer, and hot water.

To be Portuguese is to be proud to be Portuguese even when you say the opposite. It is going outside and talking about fado, food, the beach, everything we are proud of when we miss it. Being Portuguese is missing you. It's missing the sun, grandma's soups, coffees and cigarettes on the terrace with friends. Being Portuguese is missing you and not forgetting. It means being nostalgic but having selective amnesia every 4 years and complaining that everything is the same.

To be Portuguese is to do well. It is finding a way without asking. Being Portuguese is asking for directions and having the help of several strangers right away. To be Portuguese is to try anything for free. To be Portuguese is to offer only because you sympathize with someone. Being Portuguese means having the best out there because it is out there that you do the best. To be Portuguese is to have the sea on the horizon and never look at land, it is to move on until the sea ends, it is to discover, dream and invent. To be Portuguese is to conquer, to beat your mother, to say no and expel the Moors and Spaniards. To be Portuguese is to forget. Being Portuguese is Bernardina's video having more than 3 million views and most of them didn't like it. To be Portuguese is to see the house of secrets in secret. To be Portuguese is to think that being a lawyer or a doctor is better than being a pastry chef or a farmer but liking cakes and potatoes more than courts and hospitals.

To be Portuguese is to say good morning to your neighbour, to say good morning at the café, to say hello to the postman, to say thank you in the elevator. To be Portuguese is to say go walking, forward, never backward. Being Portuguese is being pessimistic when things are good but optimistic when they are bad. To be Portuguese is to be human and therefore to be incoherent. It means having poets in the people, it means having Antonios Aleixo semi-illiterate but who know more than doctors. It's having drunks and drug addicts in Pessoa's genius. It is all worthwhile because our soul is not small. Being Portuguese means having a great soul but not having the money to maintain it. To be Portuguese is to ask for credit for plasma and LCD, for holidays in Brazil and then go without eating. To be Portuguese is to believe in everything that happens on TV. To be Portuguese is to doubt everything you read.

To be Portuguese is to be of mild and good manners until you see. To be Portuguese is to beat up because of football or parking spaces. Being Portuguese means speeding up and being upset if you get a ticket. To be Portuguese is to know the laws and to know that they can be ignored. To be Portuguese is to always choose the same sons of bitches. To be Portuguese is to be revolted. Being Portuguese means forgetting the week on Saturday and suffering in advance on Sunday. Being Portuguese means getting to work on Monday and talking about the ball. To be Portuguese is to be brazen. It means telling the good girl at work that we have to go have a drink anywhere. To be Portuguese is to seduce without fear of the result. You have a can of beer in your hand and in the other count the change for another round.

To be Portuguese is to feel pride in your throat even with the pressure of the hangman's noose that we were drawn to. To be Portuguese is to tighten your belt but to walk around in a show. Being Portuguese is saying bad but woe to those who say bad and not being Portuguese. To be Portuguese is not to be patriotic but to feel watery eyes when listening to the hymn. It is to say that it is the most beautiful of all. It's putting a flag in the window and leaving the door open for anyone who wants to enter. To be Portuguese is to shout at the team even though you have never won anything, just for the pride of being from Portugal.

To be Portuguese is to write this text in a hurry because they are waiting for me somewhere. To be Portuguese is to be late but with a raised chest.
 
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Tradução (+/-) do post anterior (954) via www.deepl.com



O que é ser PORTUGUÊS???
Por Rui Leite no LinkedIn

Podemos não ter a organização dos suíços, o rigor dos alemães, a limpeza dos austríacos, a pontualidade dos britânicos, a meticulosidade dos franceses, o orgulho dos espanhóis ou a riqueza dos escandinavos, mas que somos um povo muito mais amistoso e caloroso do que tudo isso, não tenho dúvidas. E isso é o que é português. Ser português significa ser muito.

Ser português significa pedir ao vizinho um molho de salsa e ficar lá meia hora a falar. Ser português significa falar alto na rua e nos restaurantes sem dar por isso. Ser português é ter o melhor jogador de futebol do mundo e não gostar muito dele até alguém de fora criticar. Ser português é ter o sangue quente arrefecido por uma ditadura na brânquia. Ser português é ter a poesia da revolução e fazê-lo sem violência e com um cravo na mão. Ser português é comer chouriço assado na lareira com mais prazer do que ir ao restaurante gourmet. Ser português é revoltar-se quando nos dizem que o limite vai de 0,5 a 0,2, porque ser português é beber vinho, cerveja e água quente.

Ser português é ter orgulho em ser português, mesmo quando se diz o contrário. É ir lá fora e falar de fado, de comida, da praia, de tudo aquilo de que nos orgulhamos quando sentimos falta. Ser português é ter saudades tuas. É sentir saudades do sol, das sopas da avó, dos cafés e dos cigarros no terraço com os amigos. Ser português é ter saudades tuas e não esquecer. Significa ser nostálgico, mas ter amnésia seletiva de 4 em 4 anos e queixar-se de que tudo é igual.

Ser português é fazer bem. É encontrar um caminho sem perguntar. Ser português é pedir indicações e ter a ajuda de vários estranhos de imediato. Ser português é tentar tudo de graça. Ser português é oferecer apenas porque se simpatiza com alguém. Ser português é ter o melhor por aí porque é por aí que se faz o melhor. Ser português é ter o mar no horizonte e nunca olhar para a terra, é seguir em frente até o mar acabar, é descobrir, sonhar e inventar. Ser português é conquistar, vencer a tua mãe, dizer não e expulsar os mouros e os espanhóis. Ser português é esquecer. Ser português é o vídeo de Bernardina com mais de 3 milhões de visualizações e a maioria deles não gostou. Ser português é ver a casa dos segredos em segredo. Ser português é pensar que ser advogado ou médico é melhor do que ser pasteleiro ou agricultor, mas gostar mais de bolos e batatas do que de tribunais e hospitais.

Ser português é dizer bom dia ao vizinho, dizer bom dia no café, dizer olá ao carteiro, dizer obrigado no elevador. Ser português é dizer ir a pé, para a frente, nunca para trás. Ser português é ser pessimista quando as coisas estão boas, mas otimista quando estão más. Ser português é ser humano e, portanto, incoerente. Significa ter poetas no povo, significa ter Antonios Aleixo semialfabetizado, mas que sabe mais do que os médicos. É ter bêbados e toxicodependentes na genialidade de Pessoa. Tudo vale a pena porque a nossa alma não é pequena. Ser português significa ter uma grande alma, mas não ter dinheiro para a manter. Ser português é pedir crédito pelo plasma e pelo LCD, pelas férias no Brasil e depois passar sem comer. Ser português é acreditar em tudo o que acontece na televisão. Ser português é duvidar de tudo o que se lê.

Ser português é ser de boas maneiras até ver. Ser português é bater por causa do futebol ou de lugares de estacionamento. Ser português é acelerar e ficar chateado se você ganha um bilhete. Ser português é conhecer as leis e saber que elas podem ser ignoradas. Ser português é escolher sempre os mesmos filhos da puta. Ser português é revoltar-se. Ser português é esquecer a semana de sábado e sofrer antecipadamente no domingo. Ser português significa chegar ao trabalho na segunda-feira e falar sobre a bola. Ser português é ser descarado. Significa dizer à boa rapariga no trabalho que temos de ir tomar uma bebida a qualquer lado. Ser português é seduzir sem medo do resultado. Tens uma lata de cerveja na mão e na outra conta o troco para outra rodada.

Ser português é sentir orgulho na garganta, mesmo com a pressão do laço do carrasco a que fomos atraídos. Ser português é apertar o cinto, mas andar por aí num espetáculo. Ser português é dizer mal, mas ai daqueles que dizem mal e não são portugueses. Ser português não é ser patriótico, é sentir olhos lacrimejantes ao ouvir o hino. É dizer que é o mais belo de todos. É colocar uma bandeira na janela e deixar a porta aberta para quem quiser entrar. Ser português é gritar à equipa mesmo nunca tendo ganho nada, apenas pelo orgulho de ser de Portugal.

Ser português é escrever este texto à pressa, porque eles estão à minha espera algures. Ser português é chegar atrasado, mas com o peito levantado.
 
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