Até um dia Amigo, pedala em paz!

#67
Encontrar consolo nestas ocasiões, onde tudo perde o sentido, é arrebatadoramente difícil...
Mas, para os familiares e amigos do colega A.M.F. - assim será sempre recordado no fórum -, arrisco deixar um convite: encontrem na mesma paixão que ele tinha pela vida e pelo btt, em particular, a força e coragem para voçês superarem a dor e o vazio do presente e a saudade que advirá no futuro...

José Marques
 
#69
Que noticia tao triste...a vida é madrasta e traz estes acontecimentos que a todos nos tocam e fazem pensar.Força á familia e amigos para ultrapassar este doloroso momento.
 
#70
Em nome dos Crazy Team , deixo a todos os familiares e amigos as mais sinceras condolências e um forte incentivo de força e coragem para continuar este caminho.
Ao AMF , que descanse em paz e vá percorrendo os trilhos do paraíso para que um dia nos conduza nas pedaladas por lá.

Bruno Amaral
 
#71
Em nome dos Morcegos BTT de Vialonga e Bikeonelas de Coimbra, os nossos profundos sentimentos

Que o AMF descanse em paz e que lá de cima, nos guie pelos trilhos, fazendo com que nada de mal nos aconteça.
Será mais uma estrelinha a brilhar no céu!!
 
#72
Até Já…

Talvez pela idade, talvez pelo estado das coisas que nos rodeiam, talvez por ambas, gostaria de permanecer eternamente com o espírito das tardes de funeral! Gostaria de conseguir transmitir a necessidade que temos de perceber que naquelas horas percebemos a fragilidade da vida e a interrogação que colocamos sobre quanto tempo demora esta mudança, a única irreversível. É tudo tão rápido e sem solução que vivemos estas tardes como de fraternidade e de comunhão de afectos. Arrependemo-nos do que cometemos de mal e temos consciência de que o não devíamos ter feito, quase que olhamos em redor e tentamos descobrir se alguém está ao nosso lado e com quem tenhamos tido um momento desagradável, para sentirmos vergonha e pena de o termos feito, mesmo que seja um pequeno acto sem valor.
À nossa volta paira um discurso muito honesto e que gravita em redor de mais, ou menos, estas palavras:”Para quê…!? Para quê tanta ganância!? Para quê darmo-nos mal!? Para quê querer mundos e fundos!? Será que vale a pena!?” Estas são as interrogações que oiço, vindas de fora e de mim mesmo. Todos prometemos ser melhores, vamos todos mudar. Mas, facilmente esquecemos! Uns mais do que outros, é certo…mas esquecemos!
E, descobrimos um valor belo, o valor tardio da verdade! Descobrimos que aquela pessoa que está ali, com uma beleza que nunca lhe havíamos visto, se nos aparenta boa pessoa, um coração bom e que, mesmo o que achamos ter feito de mal, tem uma justificação! “Era o seu génio!”, ouvimos os velhotes (que ternura me desperta esta palavra!) dizer, como que sendo testemunhas abonatórias neste julgamento em que não querem seja mau para o desafortunado que se foi antes do tempo que seria legítimo.
Muitas interrogações se colocam, uma é a mais frequente:”Porquê ele e não eu!? Já não faço falta nenhuma!”
Como me doeu a alma ouvir a mãe do António, com milhentos bocados de coração no peito, um coração destroçado, dizer com a sinceridade que só vai dentro do peito de uma mãe que, na morte relembra o que de fora do peito viveu, enquanto lhe transmitia vida no seu leite materno (bela expressão…mais uma!) que, para ela, era muito mais importante do que o sangue que lhe corria nas veias. O sangue dava vida a si própria, o leite fazia viver o sangue de seu sangue (estas expressões…)!
Momentos de verdadeira e inesquecível tristeza, desalento e solidão…
Para todos os Antónios, todos os bttistas, todos os seres humanos, encaminho o meu desejo de VIDA e de FELICIDADE!
 
#74
André!

Sabes uma coisa? Pedalo com o corpo...escrevo com a alma! Faço o que posso, aproveitando as palavras para botar cá para fora algumas tristezas que aparecem!

Força, Amigo! Um abraço!
 
#76
Estes são aqueles acontecimentos que nos deixam pensativos e sem palavras!
Não conhecia pessoalmente o AMF, apesar de por vezes participar em eventos pelos Bikesurfers! Contudo, li vários posts dele neste fórum, sendo que em alguns ele revelava com sinceridade alguns aspectos da sua vida pessoal. Estaria a passar um mau momento, devido a factores externos fora do seu controle e vontade. Poderá ser tido influência no desfecho? Nunca saberemos!
Até alguns dias antes do dia fatídico, estive a pensar em participar neste passeio; logo também poderia estar ali presente e impotente sem poder fazer nada! Acredito que estas coisas, quando acontecem no meio de um pequeno grupo de amigos em alegre confraternização, podem deixar um forte impacto psicológico nos presentes, mas que será sempre inferior ao dos seus familiares chegados, que conviveram proximamente com ele durante toda uma vida!

Resta-me desejar que os seus familiares e amigos consigam suportar o melhor possível a sua ausência!